Minimalismo no guarda-roupa
Vida Saudável

Minimalismo no guarda-roupa


Resolvi começar a redução de posses pelo guarda-roupa, porque todas as decisões finais nessa área são minhas (ao contrário do resto da casa, que também é do maridinho).

Li um monte de sites e blogs sobre guarda-roupas mínimos e pus mãos à obra. O desafio: manter só as peças essenciais. Só que eu tinha muita roupa, né? (Não sou de comprar muito, mas não jogava nada fora, nunca.) Achei que ia dar um trabalho danado. E não sabia se esse tal de minimalismo ia dar certo.

Então fui fazendo um desapego em camadas: passando o olho em todas as gavetas e cabides e tirando tudo que saltasse aos olhos que estava velhinho/do tamanho errado/sem uso.

Enchi uma mala. E levei para minha mãe, que sempre tem para quem doar.

No fim de semana seguinte, fiz outra rapa. Experimentei um monte de coisa. E tudo que incomodava, estava apertado ou largo ou feio foi embora. Dessa vez, doei uma sacola cheia para a igreja perto de casa.

Uns dias depois, percebi que não tinha sentido falta nem precisado de nada que tinha doado. Continuei me desfazendo das roupas. E continuo sem sentir falta, mesmo hoje, com o guarda-roupa muito mais reduzido (duas portas de armário e quatro gavetas para mim E para o Leo).

Tem truque? Tem.

O truque é não dar às roupas mais significado do que elas têm. Eu não sou o que eu visto. Eu sou o que eu sou (viajenta, pão-dura, chocólatra, curiosa) e não os que as roupas dizem que eu sou.

Eu sei, eu sei. Tem um monte de programas, revistas e lojas jurando justamente o contrário. Que se vestir de um jeito assim ou assado é essencial para você se exprimir.

Faz até sentido se você se veste como uma tribo específica. Aí roupa/acessórios/maquiagem é uma maneira de se expressar e de reconhecer os seus iguais. Mas se não, você está só exprimindo o fato de que compra e usa o que a moda diz pra você comprar e usar. E a moda não tem coerência interna nenhuma: um dia ela te fala pra botar caveira, outro dia ela te diz pra botar flor.



Quer seguir tendência? Segue. Mas não fica achando que tá explorando seu eu interior, não.



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